abril 2016 - Archieve

Under the hood articles from the past.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Para que serve esse blog?


Como é esperado, um blog deve expor seus objetivos, esclarecer aos leitores o sentido de sua existência. Para já nas primeiras palavras indicar se vale a pena a leitura. Considerando esse contrato social entre aqueles que compartilham dessa ferramenta de interação,  esforço-me para questionar-me para que serve esse blog. E como Spinoza, penso: "procurei escrupulosamente não rir". O silêncio que ecoa nas masmorras de minha mente é absoluto. Que pergunta sórdida, ora, não serve. Mas recordo de sábias palavras do filósofo Deleuze, quando diz: 


"O importante é não falar besteira".


Todavia, se eu fosse um filósofo, esse seria um blog para contemplação. 


"O filósofo que contempla, tudo bem, é muito engraçado" (Deleuze). 


Ou então para reflexão. 


"[...] ninguém precisa de um filósofo para refletir" (Deleuze). 


Mas sobretudo para comunicar.  


"Quanto à comunicação, nem se fala! [...] é a ideia mais divertida que já vi. A Filosofia não tem nada a ver com comunicação. A comunicação se basta. É uma questão de opinião e de consenso de opinião" (Deleuze).


Contudo, meu desejo mesmo era aprofundar-me nos assuntos psicanalíticos. 


"quando a psicanálise fala dos animais, os animais aprendem a rir" (Deleuze).  


Já basta, 


"ainda morro de rir"


/ : \


Simplesmente ponho-me a escrever. Menos para contribuir com os leitores do que para mim mesmo. Isso, esse blog não serve senão como exercício de minhas ações. Uma oportunidade de rever estudos, aprofundá-los e praticar. Mas nesse exercício quero compartilhar o que penso, não sei porquê, talvez para procurar ressonância. Talvez pela pequenez de aludir. Ainda não atingi o patamar de apenas dizer algo quando requisitado. Digo para afirmar em mim aquilo que escrevo. Escrevo para silenciar, deleitar-me na energia que plasmo em palavras, registrar o caminho e só rir. Voltarei aos textos, modificarei, adicionarei, apagarei. Faço desse espaço uma toca de palavras, que tão logo esquecerei.